
ORIGINAL REAL FAMÍLIA XXL - SABOTAGE
Especial Sabotage
Parte I
Sabotage: O Compromisso e o Prisma do Rap Nacional
Por Monique Barcellos
Uma das figuras mais emblemáticas do Rap Nacional, Mauro Mateus dos Santos, mais conhecido como Sabotage, dispensa apresentações como rimador e sua obra-prima “Rap É Compromisso” (2000). Fez inúmeras parcerias na música, e ainda, no Cinema atuou e trabalhou na Consultoria do roteiro dos filmes “Carandiru” (2002) de Hector Babenco e “O Invasor” (2001) de Beto Brant, onde ganhou o prêmio de Melhor Trilha no Festival de Brasília em 2002.

No último dia 24, aconteceu o 7° Tributo ao Sabotage no Canão em SP, que contou com shows de parceiros, como RZO e SPFunk, além da atração internacional Shyeim, do Wu Tang Clan.
Após 7 anos de sua morte, o número de fãs só aumenta, ficam as premiações póstumas e homenagens. Resolvemos relembrar momentos da vida e da carreira do “Maestro do Canão”, que foi um dos primeiros patrocinados – além de um grande amigo – XXL Co. Confiram a primeira parte dos depoimentos de seus amigos e parceiros da Real Família.
Paulo Napoli

Com mais de dez anos de carreira, fundador da Academia Brasileira de Rimas, rapper pioneiro na cena independente do Brasil. Paulo Napoli, também é jornalista e entrevistou diversos nomes do Rap Nacional, entre eles, o saudoso Sabotage.
Nessa pequena entrevista, Napoli aborda temas a respeito da importância de Sabotage para a XXL Co. e para a cena do Rap Nacional.
XXL Co – Como foi a entrevista que você fez com o Sabotage e o que pode destacar desse episódio, sobre temas, repercussão e contexto da época?
Paulo Napoli – Foi muito louco conseguir fazer a entrevista com ele… eu tinha ido até o estúdio dos caras do Instituto, deixar um CD com uns sons meus e os caras estavam meio ocupados na ocasião. O Sabota tava lá, escutou e curtiu esse CD-R que eu gravei pros caras e pediu pra ele aquela cópia. Daí foi meu cartão de visitas. Quando eu fui entrevistá-lo pro site Manuscrito, ele já conhecia e respeitava minha correria no rap, e daí o papo rolou legal… A gente falou de tudo, e hoje tem até camelô vendendo CD com a entrevista junto… Aliás, no meu disco solo “Vida x Game” (2003) tem um trecho dessa entrevista, antes do som “Mosca Branca”.
Na época foi legal a repercussão porque havia uma puta “pagação” da mídia alternativa em cima dele por causa das gravações do filme “O Invasor”, e a minha entrevista não teve nada disso, foi um papo entre rappers, sobre a vida e o rap.

XXL – Que tipo de convívio vocês chegaram a ter dentro e fora da cena musical?
PN – Não éramos amigos de fazer “rolês” juntos, mas era sempre uma grande satisfação trombar ele nos picos. Ele tinha um senso de humor engraçado, e umas tiradas só dele mesmo.
XXL – Como você se recorda da personalidade de Mauro Mateus dos Santos, vulgo Sabotage? Tem algum fato marcante entre amigos que possa citar? Alguma situação curiosa?
PN – Na verdade, não tenho nenhum grande episódio com ele, mas só o fato de ele circular entre ricos e pobres sem problema nenhum já o tornava especial entre os rappers que eu conheço.
XXL – O que você lembra daquele fatídico 24 de janeiro de 2003, data da morte violenta e até então misteriosa do Sabotage? Além da grande perda para o meio do rap nacional, e ainda, para o cinema brasileiro, de que forma a morte dele marcou para você como alguém próximo, um amigo?
PN – Eu tava em Porto Alegre, por causa do Fórum Social Mundial e ligaram lá na casa que eu tava avisando da tragédia… A música rap perdeu um ótimo artista, que provou que é possível superar barreiras sociais com música honesta…

XXL – Você acredita que a morte dele, em plena ascensão artística pode ter afetado o rumo da história do rap nacional? Como você avalia a contribuição com o legado dele para o rap nacional?
PN – O rap teria outro tempero se ele ainda estivesse entre nós.
Ele mostrou que um rapper no Brasil também pode ser ator, circular entre gente bem sucedida e viver nas duas esferas sem perder sua essência.
Mr. Bomba (SPFunk)

Sabota era truta!
Há mais de 10 anos à frente do SPFunk, grupo que fundou em 85, Mr. Bomba produziu e lançou o disco “O Lado B do Hip Hop” (2001), que contou com participações históricas, como Thaíde e DJ Hum, Z’África Brasil, RZO, além da música “Enxame” com Sabotage. Participou ainda dos CDs de Sabotage e também do Asian Dub Foundation.
XXL Co. – Mr Bomba, você participou do CD’s: “Brooklyn Sul” do Sabotage, e ele participou do primeiro disco do SPFunk,“O Lado B do Hip Hop”. Como você descreve a parceria com Sabotage e as participações nos trabalhos um do outro?
Mr Bomba – …E tem o novo q ele deixou gravado, que vai sair logo, com uma batida e um verso meu, música “Levada Segura”.
As participações foram acontecendo porque ele era da família RZO, e o SPFunk e RZO estava em turnê juntos.
XXL – Que tipo de relação e convívio profissional e pessoal com Sabotage,
você pode afirmar que perdura até hoje para o SPFunk?
MB – O Sabotage mesmo falou que mudou todo estilo de rimar depois que ouviu SPFunk, e hoje ficou a influência musical e a conexão com a família
Brooklyn Sul, salve pros manos!

XXL – O que achava mais marcante da personalidade de Mauro Mateus dos Santos, vulgo Sabotage? Tem alguma situação engraçada em shows, ou entre amigos?
MB – É ele era muito marcante tem várias… Uma vez a gente tava fumando um, do lado de fora do estúdio, falando alto e tal… E uns ‘bagaço’ de laranja começaram a voar em cima de nós, foi engraçado. Uma vez também que a gente tava em um camarim cheio de fruta, lanches, ‘refri’ e cerveja, e chegou uma tia pedindo pra gente sair pra outro camarim. Ele, desconfiado, perguntou: “Mas tem delícias lá também?”. Nem preciso falar que a tia se derreteu com o jeito dele…
XXL – Diante da morte estúpida – que interrompeu grandes expectativas – no auge de sua carreira, que sentimento fica, diante do caso do Sabotage, entre os amigos e as pessoas mais próximas?
MB – Ficou um sentimento amargo né, mas é só ouvir os sons dele q muda tudo, porque o que ele fez… Pra mim, ele foi o melhor de todos.
XXL – Você acredita que a morte dele, em plena ascensão artística pode ter afetado o rumo da história do rap nacional?
MB – Claro, se ele tivesse vivo o rap estaria mais feliz.
XXL – Sabotage, até hoje é uma referência para muitos, bastante respeitado no meio, ainda que com pouco material lançado, com talento reconhecido no cinema brasileiro, até hoje homenageado postumamente há 7 anos. Qual a sensação de fazer parte dessa história e que análise você pode fazer sobre o legado de Sabotage para o rap nacional?
MB – Pra mim é que ele deixou de lado as barreiras ele tinha uma mente avançada e não ligava pra se era samba, música eletrônica, rock. Ele só queria fazer música boa.



pode crer, sabota deixou saudades mas suas rimas e suas ideias ficarao ressonando etermente na cabeça de todos.
ola! esse fera ai era truta mesmo.
grande sabota, velho voce deixou saudades,
mas Deus estara sempre ao eu lado.
sabotage era realmente o melhor não gostava mas guando parei prá escutar o som eu nunca mas parei o cara com uma vida difiçil que teve deu a volta por cima mas ai entra sempre a inveja triste isso mataram um cara humilde o maestro do canal mas mesmo ele sendo morto na crueldade sempre estara vivo prá nois eternamente por que ele era o cara salve
pô mó vacilo ele ter partido.Sou fã dos cara la muito doido,me inspiro nos meus rap na minhas rima por causa deles =/ Podia ta desfrutando do que Deus le deu ate hj (talento) Mô mancada.
Quem quiser me adicionar ai pra bate um apapo no msn pra trocarmos idea sobre RAP E RIMAS só ADD to a livre disposiçao.(sem muito tempo trampo).Sou novado nas rimas e rap quem quiser das uns macetes ai..VLW
hu hahaha com a cocaina vo para!!!!